Um grande evento nacional reunindo negócios, tecnologia, esporte, cultura sertaneja e entretenimento
Imagine um evento com duração de 10 dias, reunindo em um mesmo espaço alguns dos principais segmentos do agronegócio brasileiro: grandes empresas, produtores rurais, investidores, competidores de rodeio, criadores, famílias e milhares de visitantes de diferentes regiões do país.
De um lado, uma grande feira agroindustrial e de negócios, reunindo máquinas, implementos, veículos, sementes, fertilizantes, nutrição animal, genética, tecnologia e soluções para o produtor rural.
Do outro, uma grande final nacional de rodeio, reunindo os melhores competidores do país em uma disputa de alto nível.
Entre esses dois grandes pilares, um ambiente dedicado à cultura sertaneja, ao comércio, à gastronomia, à música e ao entretenimento.
A proposta é criar um novo modelo de grande evento nacional: O Grande Encontro do Agro e do Rodeio. Não seria simplesmente uma feira agropecuária, nem apenas um rodeio ou festival. A ideia seria unir negócios e espetáculo em uma programação de 10 dias, criando um grande ponto de encontro entre o campo, a indústria, o esporte e a cultura brasileira.
E se o Brasil tivesse um grande encontro nacional do Agro e do Rodeio?
A inspiração para a dimensão esportiva do projeto pode ser encontrada em grandes eventos internacionais, como a National Finals Rodeo (NFR), realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos. A NFR demonstra a força que um grande campeonato de rodeio pode alcançar quando reúne esporte, público, entretenimento, comércio e uma grande programação em torno da competição.
Mas a proposta brasileira seria diferente: a NFR seria uma referência para o componente de rodeio, e não o modelo completo do evento. A ideia seria criar algo próprio para o Brasil, combinando uma grande feira de negócios do agronegócio com uma grande final nacional de rodeio.
- Durante o dia: O público poderia circular pelos pavilhões e áreas externas da feira, conhecer máquinas e equipamentos, acompanhar demonstrações, visitar estandes de empresas, realizar negócios e conhecer novas soluções para o campo.
- À noite: A atenção se voltaria para a arena, com as competições de rodeio, apresentações e uma programação de entretenimento voltada ao público.
Dessa forma, os 10 dias do evento teriam movimento contínuo, com diferentes públicos e diferentes oportunidades de negócios e experiências.
O impacto financeiro: onde poderiam girar os R$ 4 bilhões?
Um evento dessa dimensão poderia ter um impacto econômico muito maior do que a simples arrecadação com ingressos. O principal potencial estaria justamente na união entre o agronegócio e o entretenimento.
Máquinas agrícolas, veículos, insumos, equipamentos, genética e outros produtos ligados ao campo movimentam valores elevados. Ao mesmo tempo, milhares de visitantes também gerariam demanda por hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços.
Em um cenário meramente ilustrativo, utilizado para dimensionar o potencial econômico do conceito, a movimentação associada ao evento poderia ser distribuída da seguinte maneira:
1. Maquinários e Implementos Agrícolas — R$ 1,8 bilhão
O pátio da feira funcionaria como um grande centro de negócios do agronegócio, reunindo fabricantes e revendedores de tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras, implementos agrícolas, drones e outros equipamentos utilizados no dia a dia do campo. O espaço também permitiria demonstrações, negociações, vendas e agendamento de contratos.
2. Insumos, Fertilizantes e Sementes — R$ 850 milhões
Grandes empresas poderiam apresentar sementes, fertilizantes, defensivos, produtos biológicos, tecnologias de aplicação e outras soluções utilizadas na produção agrícola. Além da exposição dos produtos, a feira serviria como ambiente para relacionamento comercial, negociação e fechamento de contratos entre empresas, produtores e distribuidores.
3. Pick-ups, Caminhões e Veículos Utilitários — R$ 600 milhões
O agronegócio possui uma forte demanda por veículos utilizados no transporte, na logística e nas atividades do campo. Montadoras, concessionárias e empresas do setor poderiam apresentar caminhonetes, caminhões, veículos 4×4 e outros utilitários, criando mais uma importante frente comercial dentro do evento.
4. Nutrição Animal e Suplementação — R$ 350 milhões
Outro setor de grande importância seria o de nutrição animal, reunindo empresas de rações, suplementos, minerais, aditivos e outros produtos destinados à criação de bovinos, equinos e demais animais ligados à atividade rural. O evento aproxima fabricantes, produtores, criadores e compradores de diferentes regiões do país.
5. Turismo, Hotelaria, Alimentação e Serviços — R$ 220 milhões
O impacto econômico também ultrapassaria os limites do local do evento. Com milhares de visitantes permanecendo na cidade durante vários dias, hotéis, restaurantes, bares, transporte, comércio e outros serviços seriam diretamente beneficiados pelo aumento do fluxo de pessoas.
6. Moda Country, Selaria e Produtos do Universo Sertanejo — R$ 80 milhões
A cultura sertaneja também movimentaria um importante mercado de produtos e serviços. Lojas e expositores poderiam comercializar botas, chapéus, roupas, acessórios, selas, arreios, equipamentos para montaria e outros produtos ligados ao universo country e rural.
7. Ingressos, Arena e Consumo no Evento — R$ 50 milhões
Por fim, existiria a receita diretamente relacionada ao público do evento, incluindo ingressos, acesso à arena, produtos, alimentação e consumo realizado dentro do espaço.
Uma observação importante sobre os R$ 4 bilhões:
Os R$ 4 bilhões não representam uma previsão financeira definitiva nem somente o faturamento da organização do evento. O valor é apresentado como uma projeção ilustrativa para demonstrar a dimensão que um encontro dessa natureza poderia alcançar. A ideia é considerar não apenas as receitas diretamente geradas pelo evento, mas também os negócios e a atividade econômica associados à sua realização.
O Espetáculo na Arena: Como Funcionaria o Campeonato?
Para manter o interesse do público e da mídia ao longo dos 10 dias, o rodeio operaria no formato de Finais Nacionais. Apenas os 15 melhores atletas ou duplas do ranking em cada categoria disputariam o título de “Campeão dos Campeões”.
Se o evento fosse realizado hoje, veríamos a elite dos esportes de arena competindo em 9 modalidades oficiais:
- Montaria em Touro (Bull Riding): O desafio de resistir 8 segundos sobre touros de mais de 800 kg.
- Cutiano: A tradicional montaria brasileira em cavalos com arreio raso.
- Sela Americana e Bareback: As plásticas modalidades internacionais de montaria em cavalos.
- Três Tambores: A velocidade e explosão das amazonas e seus cavalos Quarto de Milha contornando os obstáculos em milésimos de segundo.
- Laço em Dupla (Team Roping): A sincronia perfeita entre o Cabeceiro (que laça a cabeça) e o Pezeiro (que laça as patas traseiras do boi).
- Laço Individual (Calf Roping): Prova cronometrada de velocidade, agilidade e imobilização.
- Bulldogging: A demonstração de força bruta em que o cavaleiro salta do cavalo em movimento para imobilizar o boi.
- Prova de Rédeas: O ápice do adestramento e controle do cavalo em manobras de alta precisão.
A competição seria acompanhada por uma estrutura de produção profissional, com apresentação, iluminação, som, telões, efeitos visuais e toda a estrutura necessária para transformar as disputas em um grande espetáculo. O rodeio seria, portanto, mais do que uma atração complementar: seria um dos grandes protagonistas do evento.
Muito além da arena: cultura sertaneja e entretenimento
O evento também teria espaço para aquilo que faz parte da identidade do campo brasileiro. Shows de música sertaneja, apresentações culturais, comércio de produtos country, gastronomia, espaços de convivência e outras atrações completariam a programação.
A intenção seria criar um ambiente em que o visitante pudesse passar praticamente o dia inteiro no evento:
- Manhã e Tarde: Conhecer empresas, máquinas, produtos, tecnologias e acompanhar as atividades de negócios da feira.
- Noite: Assistir às competições de rodeio na arena, shows e atrações de entretenimento.
Essa combinação ajudaria a transformar o evento em uma experiência completa, e não apenas em uma feira comercial ou campeonato esportivo isolado.
Qual seria o retorno para a sociedade e para a região?
Um evento dessa magnitude teria potencial para gerar efeitos que ultrapassariam os negócios realizados diretamente dentro da feira:
- Geração de empregos e renda: Demanda por profissionais para montagem e desmontagem das estruturas, segurança, limpeza, apoio de arena, atendimento, logística, transporte, comércio e serviços na cidade.
- Fortalecimento do agronegócio: Criação de um ambiente de encontro entre produtores, empresas, fabricantes, distribuidores, investidores e profissionais do setor.
- Desenvolvimento do comércio e dos serviços: Aumento do consumo em hotéis, restaurantes, bares, postos de combustível, supermercados e lojas da cidade-sede.
- Visibilidade para a cidade: Exposição nacional para o município sede, fortalecendo sua vocação para receber grandes eventos do agronegócio.
O futuro dos grandes eventos do campo
O Brasil possui uma das maiores forças agropecuárias do mundo e, ao mesmo tempo, uma cultura sertaneja e de rodeio com enorme capacidade de mobilização. A proposta é justamente unir essas duas forças.
De um lado, o agronegócio, com suas máquinas, empresas, produtos, negócios, tecnologia e produtores.
Do outro, o rodeio, o esporte, a música, a cultura sertaneja e o entretenimento.
E entre eles, milhares de pessoas circulando, consumindo, fazendo negócios e vivendo uma experiência inesquecível ao longo de 10 dias.
Mais do que uma feira.
Mais do que um rodeio.
Mais do que um festival.
Esse é o conceito por trás do Grande Encontro do Agro e do Rodeio: um novo gigante do campo brasileiro.
- Observação: Os valores apresentados neste artigo são projeções meramente ilustrativas, utilizadas para dimensionar o potencial econômico do conceito. Não constituem estudo econômico, previsão de faturamento ou garantia de movimentação financeira. Uma eventual realização do projeto exigiria estudos específicos de mercado, viabilidade, público, expositores, investimentos e impacto econômico.

